Está na cidade para a resposta francesa a Basileia, a famosa “Feira internacional de arte contemporânea”, ou FIAC (que ocorre entre 19 e 22 de outubro)? Depois de um passeio romântico pelo Le Grand Palais, aventure-se ao ar livre e admire algumas das obras-primas que tornaram o mundo da arte o que ele é hoje. Aqui, você fica sabendo sobre as mais importantes e icônicas obras de arte – de Paris e onde encontrá-las. Seria indelicado não compartilhar isso...

O quê: “Nenúfares”
Onde: Musée de l'Orangerie

Sem tempo para uma passadinha em Giverny? Então aproveite essa série impressionante de salas iluminadas, brancas e ovais para absorver plenamente as maravilhosas nenúfares de Claude Monet. Originalmente concebido para abrigar as laranjeiras dos Jardins das Tulherias, o Musée de l'Orangerie foi adaptado em 1922 pelo próprio artista, que era deficiente visual, para abrigar oito dessas épicas vistas de ângulo amplo de seu jardim. Doadas ao governo como seu legado pessoal à nação, essas telas de tirar o fôlego visavam inspirar um processo de cura, após os horrores da Primeira Guerra Mundial. 

O quê: Nu dans le Bain
Onde: Musée d'Art Moderne

Considerada uma percepção apimentada da vida privada do pintor pós-impressionista Pierre Bonnard em Le Cannet, essa pintura lânguida e iridescente de sua esposa Marthe na banheira ilustra perfeitamente sua combinação ousada e recém descoberta de cores, luz e composição. Namore o “Nu dans le bain” no Musée d'Art Moderne, parte do pequeno, descolado e mais tranquilo espaço do Palais de Tokyo.

O quê: “A fonte”
Onde: Centro Georges Pompidou

Obra original que suscitou a questão ““Isso é arte?””, a bem-humorada “A fonte”, de Marcel Duchamp, segue destacada no Centro Georges Pompidou. O controverso mictório de porcelana foi possivelmente a primeira peça de arte conceitual, vista por Duchamp como forma de contestar a ligação entre trabalho e o suposto ‘mérito’ de uma obra. Seja qual for sua opinião a respeito, é impossível negar sua importância hoje, uma vez que a obra inspirou inúmeros artistas contemporâneos, de Grayson Perry a Damien Hirst.

O quê: “O beijo”
Onde: Musée Rodin

Uma viagem romântica a Paris não estaria completa sem um tranquilo passeio de mãos dadas pelos suntuosos jardins e mansão do século XVIII do Musée Rodin, que abriga a criação mais significativa do escultor Auguste Rodin, “O beijo” (bem como “O pensador”). Conhecida em francês como “Le baiser”, essa maravilha em mármore de 1882 captura o momento no qual a nobre italiana Francesca da Rimini abraça o irmão mais novo do marido, Paolo, em “O inferno de Dante”. Evidentemente, a história não teve final feliz para os amantes, mas a estátua permanece em glória luminescente e hipnotizante.

O quê: Mona Lisa
Onde: Museu do Louvre

Obra que despensa apresentação, essa senhora enigmática não é apenas uma das pinturas mais contestadas de todos os tempos, como também a mais cobiçada. Você precisará se aventurar pela aglomeração de paus de selfie do Louvre para capturar um relance dessa tela ilusoriamente compacta. Pelo menos você poderá riscar a experiência da sua lista.